No nosso dia-a-dia podemos conceber o estresse como uma reação do organismo a demandas de ordem física, psíquica, infecciosa, capaz de abalar o bem estar e até originar o “estado de estresse pós-traumático” tal qual está classificado no Código Internacional das Doenças – CID-10. Podemos identificar alguns sinais de estresse: não fazermos mais o que faziamos antes ou aumentar os erros no que fazemos; insatisfação constante; o tempo livre não é mais suficiente para recuperarmos as forças; insônia ou muito sono; irritabilidade; infecções e gripes frequentes; problemas digestivos e intestinais; problemas de pele, cabelos e unhas; diminuição da libido ou impotência; tentativa de relaxamento com álcool, comida ou demais vícios; crises de ansiedade, depressão e pânico etc. Algumas doenças ligadas ao estresse são: hipertensão arterial; úlceras; infecções; diabetes; dores lombares; artrite; alterações psicológicas. Podemos observar que nada do que está escrito aqui é desconhecido, pois tais doenças ligadas ao estresse tem feito parte da vida de muitos de nós. Será que podemos ter um modo de vida mais gratificante ou é assim mesmo e pronto?A qualidade de vida é conquistada a partir de iniciativas individuais, do grupo e organizacionais. As individuias são aquelas ações que dependem mais da própria pessoa, como ter uma alimentação balanceada, fazer atividades físicas, ter lazer (teatro, cinema, passeios), encontrar formas saudáveis de relaxar (caminhar, alongar, fazer exercícios respiratórios). As atitudes do grupo são aquelas negociadas entre as pessoas, como por exemplo: dialogar, resolver os problemas em conjunto, dividir responsabilidades etc. As ações organizacionais são aquelas que possibilitam as atitudes positivas do individuo e do grupo. Elas envovem as diretrizes da organização em prol da qualidade de vida, como: ritmo de trabalho adequado, horários de almoço e descanso adequados, estratégias de resolução de problemas etc. Atendendo a estes três aspectos: organizacionais, grupais e individuais, certamente, o estresse tende a ser controlado e até mesmo a diminuir. Lembrando que cada um de nós pode fazer a sua parte para prevenir o estresse e promover a saúde de todos. Entretanto, as questões políticas mais gerais necessitam de ações planejadas e executadas pelo coletivo dos trabalhadores.
Obs.: sobre a obra de Di Cavalcanti pesquise http://lumoura.com.br/2008/05/um-pouco-sobre-di-cavalcanti/

